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Criopreservação de óvulos

Nos últimos anos, as taxas de sucesso nos processos de criopreservação de óvulos aumentaram, e muitas mulheres já conseguiram realizar o sonho da maternidade desta forma.

“Os novos protocolos permitem a criopreservação dos óvulos humanos de forma segura e com resultados de sobrevida de mais de 95%, evitando  danos celulares que ocorriam com frequência na técnica do congelamento lento”, observa Renata Salvador, bióloga do Fertility – Centro de Fertilização Assistida de Bauru.

Estudos acompanhando crianças que foram geradas a partir de óvulos vitrificados não mostraram nenhum aumento de anomalias congênitas. Em pacientes jovens, abaixo de 35 anos de idade, após serem descongelados e fertilizados, os óvulos levam a taxas de gravidez semelhantes às obtidas com óvulos “frescos”.

Como funciona?

Primeiro é preciso se submeter a uma indução da ovulação com medicamentos. Já a coleta é um procedimento cirúrgico simples, que requer sedação e dura em média 20 minutos. Trata-se de uma punção transvaginal guiada por ultrassom. A paciente fica em posição ginecológica e, com uma agulha fina, aspira-se o líquido do interior dos folículos.

Junto com esse líquido obtêm-se os óvulos, que são vistos apenas depois da coleta, no microscópio. Na maioria das vezes são coletados todos os óvulos que a paciente produziu, ou seja, a quantidade recolhida dependerá da resposta de cada paciente ao procedimento. Portanto, a reserva ovariana e a resposta aos remédios de indução da ovulação é que determinarão a quantidade de óvulos que a paciente irá congelar.

A última etapa é sempre o armazenamento em tanques de nitrogênio líquido, onde o material fica sob a temperatura de -196ºC. Eles são colocados em pequenas palhetas com sua identificação e podem ficar armazenados por tempo indeterminado. Existem embriões transferidos para úteros após ficarem 20 anos criopreservados, que resultaram em bebês normais.

A criopreservação de óvulos propicia à paciente adiar a gravidez, porém, é de fundamental importância o  esclarecimento e conhecimento sobre as possibilidades deste procedimento no futuro.

A técnica tem sido muito utilizada por mulheres que vão se submeter a tratamentos com grandes chances de deixá-las inférteis, como quimioterapia e radioterapia, além de outros casos envolvendo questões pessoais. Também podem ser congelados os óvulos excedentes produzidos durante tratamentos de fertilização assistida.