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Tratamento para infertilidade no interior paulista

Dra. Roberta Stocco Ottoboni – especialista em Reprodução Humana fala sobre o assunto e as possibilidades de solução no interior paulista
De acordo com a OMS – Organização Mundial da Saúde, infertilidade conjugal é a ausência de gravidez após 12 meses de exposição sexual constante e sem contracepção, podendo ser primária (quando o casal nunca engravidou) ou secundária (quando já houve gestação anterior).

“Considera-se que deve se iniciar a pesquisa básica após 12 meses em casais nos quais a mulher não tenha completado 35 anos de idade. A partir dos 35 anos, pode-se abreviar para seis meses, pois ocorre um declínio no potencial reprodutivo da mulher, com redução da qualidade e quantidade oocitária”, afirma a ginecologista e obstetra Roberta Ottoboni.

Casais com um estilo de vida contemporâneo valorizam o sucesso profissional e acabam postergando a decisão de ter filhos. Com essa rotina acelerada o sedentarismo e os hábitos alimentares pouco saudáveis colaboram para a queda da fertilidade em ambos os sexos.

“Para que a gravidez possa ocorrer, vários fatores devem ser obedecidos. O homem deve ser capaz de produzir espermatozoides em quantidade e qualidade suficientes para a fertilização de um oócito e formação do embrião normal”, explica. “Já a mulher deve ter função ovariana adequada, capaz de desenvolver um oócito de boa qualidade e liberá-lo, e ter adequada produção hormonal, tornando o endométrio apto à implantação e nutrição embrionária nas fases iniciais de desenvolvimento. Além disso, não deve haver alterações anatômicas que dificultem a fertilização e nidação, como alterações tubárias ou uterinas significantes”, completa.

O próprio ginecologista da mulher pode iniciar uma pesquisa básica abordando as seguintes questões:

– Existem problemas com a ovulação?
– Há alterações anatômicas uterinas?
– Suspeita de endometriose?
– As tubas são pérvias e móveis?
– Existe fator masculino presente?
– Há alterações endócrinas, sistêmicas ou hábitos de vida que comprometem a fertilidade?
– A atividade sexual é adequada?

“Para responder as questões, são necessários anamnese e exame físico minuciosos, e lançar mão de alguns exames subsidiários hormonais e de imagem, lembrando que é necessário investigar sempre o casal. Na presença de alterações, a paciente deverá ser encaminhada ao especialista em reprodução humana e não podemos esquecer da infertilidade sem causa aparente, que é bastante comum em casais que não conseguem ter filhos”, esclarece. É comum que as pacientes cheguem ao consultório após passar por um longo período de tentativas. “Incentivamos que se procure ajuda especializada no primeiro ano ou mesmo antes, a depender da idade da mulher e dos antecedentes do casal, para que possamos melhorar as taxas de sucesso”.

O tratamento adequado vai depender da causa, do tempo de infertilidade e da idade da paciente, e vai desde técnicas de baixa complexidade (coito programado ou inseminação intrauterina) à técnicas de alta complexidade (fertilização in vitro – FIV) ou mesmo injeção intracitoplasmatica de espermatozoides (ICSI).

 

TRATAMENTO NO INTERIOR PAULISTA

Os tratamentos que envolvem técnicas de reprodução assistida costumavam ser realizados apenas em capitais ou grandes centros.

Com isso, o tempo e o deslocamento muitas vezes eram fatores impeditivos, tornando-se uma situação de estresse para quem vivenciava o tratamento e o processo mais oneroso.

Pensando em minimizar esses fatores, a Dra. Roberta Ottoboni iniciou recentemente uma parceria com a Clínica Fertility, localizada na cidade de Bauru e   que conta com uma equipe especializada no tratamento de reprodução humana. Dessa forma os casais podem fazer o acompanhamento com a profissional e realizar os procedimentos da inseminação artificial ou, no caso de fertilização in vitro, na data da coleta dos oócitos e da transferência embrionária diretamente na Clínica Fertility Bauru. Ressaltando que o acompanhamento é realizado pela médica do início ao final do tratamento.

Roberta Stocco Ottoboni (CRM 150.913) é graduada em Medicina pela Universidade de Marília (Unimar). Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia pela Faculdade de Medicina de Marilia (FAMEMA). Especialização em Reprodução Humana pelo Hospital Pérola Byington – Centro de Referência da Saúde da Mulher. Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia e Associação Médica Brasileira (FEBRASGO/AMB).

 

ATENDIMENTO

Em Marília, na Avenida Rio Branco, 1132, Edifício Rio Negro, 10o andar, sala 01, fone (14) 3413-2423.

Em Bauru, atende no Fertility – Centro de Fertilização Assistida, na Avenida Comendador José da Silva Martha, 3-30, Jardim Estoril, fone (14) 3223-2544, site www.fertilitybauru.com